Não assassine o português ou seu chefe pode matar seu emprego!

Segundo pesquisa feita pelo site americano CareerBuilder, após ouvir mais de 2 mil gerentes de RH e 3.800 trabalhadores, 64% dos gestores analisam negativamente o empregado que usa termos chulos frequentemente, e 57% serão menos propensos a promover essas pessoas. Já na outra ponta da estatística americana, 51% dos empregados admite que fala palavrões no trabalho, sendo que 95% destes só fala na frente dos colegas, jamais usando essa linguagem chula com seus chefes ou clientes.

Ledo engano! Como sabemos, amigos de futebol ficam na quadra de esportes. E esse linguajar com o qual falamos mal da mãe do juiz ou todo o time adversário jamais deveria ultrapassar os gramados do estádio. Mas, infelizmente, não é isso que ocorre na vida real, visto que o povo latino tem limites muito tênues entre casa e trabalho e acaba trazendo para o dia a dia corporativo os vícios de linguagem utilizados na vida social.

E me pego imaginando você sentado ao lado de algum colega, que não tenha “papas na língua” e que diz tudo o que vem à mente. O que você pensa? “Socorro, quero fugir daquipoderia ser uma boa. Mas como a máxima “os incomodados que se mudem” não traz eco à vida laborativa, o jeito é conversar com seu colega, de forma calma, e trazer essa pesquisa para o conhecimento dele. Afinal, a promoção há tanto preterida agora pode fazer sentido na cabeça dele: vícios de linguagem são sérios limitadores de carreiras.

giria2Nesse caso não estamos nos referindo somente aos palavrões. Gírias estão no mesmo balaio de gatos em função da informalidade excessiva do ato. Por falar em informalidade, cito novamente as pessoas que atendem ao público pensando lidar com amigos e com linguagem extremamente informal, tipo: “Oi, benzinho!”, “tudo bem, amor?”, “Fala, camarada!”.

E os outros vícios de linguagem, explicados a seguir:

Gerundismo: “Eu vou estar trabalhando nesta empresa”.

É feio falar errado, e o uso excessivo do gerúndio é jargão empresarial tido como pedante. Substitua pelo o presente ou o futuro: Eu trabalharei nesta empresa.

giriacliche

Clichê: “Foco no Resultado”, “Nosso objetivo é ser líder do mercado”, “Detemos a expertise do mercado”.

Todos os clichês óbvios de quem deseja se autopromover. Afinal, é óbvio que toda empresa tem foco em resultados e que objetiva a liderança. E no caso da expertise, não seria melhor usar palavras como “especialidade” ou “conhecimento”? “Detemos o conhecimento do mercado” é forma mais correta de falar e agradável de escutar!

blablablaDica: No caso de Curriculum Vitae, evite palavras como ampla experiência, proativo, motivado, inovador etc., pois o recrutador já entende que qualquer candidato em processo de seleção já tenha esse perfil.

Palavras em outros idiomas: especial atenção para o uso excessivo de estrangeirismos. “Fazendo branding” é um exemplo típico, afinal, quem além dos profissionais de marketing entendem que isso significa cuidar da marca da empresa?

Lembre-se de que o uso excessivo de clichês e palavras em outros idiomas denota insegurança, prepotência e falta de atenção com o próximo, que pode não estar entendendo muito do que você tem a dizer! E nada pior que você se preparar a contento e não conseguir transmitir o recado para sua audiência. É a famosa falta de conexão que devemos evitar na corporação!

 Não assassine a língua portuguesa, pois seu chefe pode “assassinar” seu emprego!




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